Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica



Entidades estudantis aproveitam Fórum para discutir movimento

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altUma oportunidade ímpar para reunir estudantes de todo o país, trocar contatos e experiências. Foi isso o que se viu na tarde desta quinta-feira (31), durante encontro promovido pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e União Catarinense dos Estudantes (UCE) no II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica. “Aproveitamos toda essa mobilização e estrutura do Fórum para promover o encontro”, contou o presidente da UCE, Dérique Höhn, estudante de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), lembrando que as duas entidades também usaram os próprios contatos com redes sociais, grêmios, centros e diretórios acadêmicos para convidar os estudantes para o encontro, previsto há cerca de três meses.

Antes de propriamente partilhar experiências, os presentes assistiram a uma breve apresentação sobre a estrutura e a história do movimento estudantil no país, com destaque para os episódios que tiveram os estudantes como protagonistas, a exemplo do período da ditadura militar e os movimentos “Diretas Já” e “Fora Collor”.

Para uma plateia predominantemente integrada por alunos de cursos técnicos dos Institutos Federais, os representantes da Ubes falaram também sobre as principais bandeiras defendidas pela entidade no momento: 10% do PIB nacional e 50% do fundo do pré-sal para a educação. “Outros pontos que defendemos são o passe livre para estudantes, valorização dos professores e que os estudantes participem mais de seus fóruns de discussão”, disse o tesoureiro geral da Ubes, Pedro Henrique Santos, do Rio Grande do Norte.

Ele conclamou os presentes a reproduzir os debates desse encontro em cada uma das escolas representadas e mobilizar seus colegas para se associarem em grêmios e outras entidades. “Além de fome, sede e trabalho duro, o que temos a oferecer a vocês é a oportunidade de novos horizontes e de criarem dentro de si novas perspectivas”, acrescentou o matogrossense Gabriel Antunes, também militante da Ubes.

Um desafio recorrente apontado em grande parte dos depoimentos dos estudantes presentes foi a falta de interesse de seus colegas de escola pelo movimento estudantil. “Não temos grêmio e tentamos organizar, mas há muito pouco interesse dos alunos”, relatou o estudante do Instituto Federal Fluminense (IFF) Lucas Silva. Ele apontou, ainda, como empecilho a tentativa da direção de seu campus de atrapalhar a iniciativa.

Vindo da cidade de Açailândia, o estudante do Instituto Federal do Maranhão Ruan Gaspar é um novato no movimento estudantil: há poucos meses está à frente do grêmio estudantil de seu campus e da união dos estudantes secundaristas da cidade. Chegou ao encontro cheio de expectativas, querendo aprender com os colegas mais experientes. Ele queria saber, por exemplo, como eles conseguem conciliar a participação nos movimentos estudantis com os estudos. “Às vezes, o pessoal me vê apenas como presidente do grêmio, aquele que vai resolver todos os problemas, mas eu também sou estudante”, desabafou Ruan. (Juliana Paiva)

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