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Software livre volta à pauta de discussões no Observatório 4

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alt“É uma injustiça ainda termos softwares que atendam a grandes corporações e deixam as pessoas dependentes desses programas”. Com essas palavras, o americano Richard Stallman, fundador do movimento Software Livre, explicou a importância da liberdade de alteração dos códigos fontes para possibilitar a interação com o usuário. Sua fala foi destinada a centenas de estudantes e professores que acompanharam o Observatório Mundial 4, que voltou a tratar do tema no II FMEPT. Na tarde de quarta-feira, Stallman também havia abordado a questão dos softwares livres em palestra.

No debate do observatório, Stallman enfatizou a importância de evitar programas que controlem o computador. “Não quero me referir a preço, mas mesmo softwares gratuitos podem se instalar ou enviar seus arquivos sem o usuário permitir. Isso é uma afronta à liberdade. Não admito esse tipo de algemas digitais”, completou ele, criticando os sistemas Windows e Mac.

Ao tratar do software como ferramenta pedagógica, Stallman não deixou de culpar as escolas por disseminarem os programas proprietários. “Isso deveria ser proibido dentro das instituições de ensino, pois amarram os jovens às empresas. Eles devem ser motivados a entender o funcionamento dos softwares e, se tiverem interesse, modificar e repassar esse novo programa aos seus colegas. Isso é educar”, explicou.

Debate

Já os demais debatedores, Betina Von Staa e Carlos Henrique Medeiros, trataram de inserir a temática das novas tecnologias direcionadas à educação. Segundo Betina, as escolas que utilizam a informática como forma pedagógica já demonstram resultados, principalmente quando vinculadas às plataformas que interligam o professor, os alunos e os conteúdos das disciplinas.

“O ensino a distância mostra em testes sistemáticos que seus estudantes não são piores que o presencial, e isso é o resultado do novo processo de educação, onde o aluno pode continuar estudando fora da sala de aula e com um ensino mais personalizado, pois a tecnologia pode chegar a qualquer lugar, ao contrário da escola tradicional”, comentou.

Medeiros completou esse pensamento interagindo com as redes sociais aplicadas à educação, onde a interatividade entre o professor e o aluno é o grande diferencial. O mediador do debate, Gustavo Ribeiro da Costa Alves, contextualizou a temática com os laboratórios remotos voltados à educação a distância.  Além disso, deu exemplos práticos do uso de equipamentos apreendidos pela Polícia Federal e que estão sendo modificados para se tornarem ferramentas de ensino nas escolas de educação infantil. (André Munzlinger)

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