Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica



Homenagens e emoção marcam cerimônia de encerramento

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Os nomes de 11 alunos de escolas técnicas mortos durante o período da ditadura militar foram lembrados com reverência durante a cerimônia de encerramento do II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, na tarde de sexta-feira, 1º de junho. Gilney Viana, coordenador do Projeto Direito à Memória e à Verdade e representante da ministra da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, fez a homenagem após a aprovação da Moção de Apoio à Comissão da Verdade por todos os participantes do Fórum presentes na cerimônia. “Este ato extrapola a dimensão do próprio evento e manda um recado para a sociedade brasileira”, disse Viana, que lembrou ter convivido com alguns dos estudantes homenageados.

 
altOs estudantes mencionados foram José Montenegro de Lima, aluno da Escola Técnica do Ceará; Iuri Xavier Pereira, da Escola Técnica da Guanabara; Eremias Delizoicov, Joelson Crispim e Osvaldo Orlando da Costa, o “Osvaldão”, da Escola Técnica de São Paulo; José Lima Dourado, da Escola Técnica da Bahia; José Bento Bronca, do Rio Grande do Sul; Elcio Pereira Fortes e Antônio Carlos Bicalho Lana, da Escola Técnica de Ouro Preto (MG); Vitorino Alves Coutinho, da Escola Técnica do Recife (PE); e Arnaldo Cardoso Rocha, da Escola Técnica de Belo Horizonte (MG). Todos eram alunos de escolas técnicas, lideranças estudantis e foram mortos durante o período da ditadura, entre os anos de 1970 e 1975. “Que a memória desses companheiros não seja apagada”, disse Gilney Viana.
 
altA aprovação da moção foi um dos pontos altos da solenidade de encerramento, que prestou homenagem também à médica catarinense Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança, morta no terremoto do Haiti em 12 de janeiro de 2010, aos 75 anos. Uma das netas de Zilda Arns, Nicole Neumann, recebeu flores em nome da avó.
 
Após as homenagens, a coordenadora do II FMEPT e reitora do IFSC, Maria Clara Kaschny Schneider, anunciou que a terceira edição do Fórum será em Pernambuco. O trabalho da Secretaria Executiva caberá ao Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Vários integrantes da instituição, presentes na plenária, festejaram o anúncio e receberam aplausos. Horas antes do anúncio oficial, a delegação do IFPE já estava antevendo o resultado da “campanha” para que o III Fórum fosse realizado no estado pernambucano. Frevo e maracatu foram a trilha sonora da manhã em frente ao estande da instituição.
 
Ainda sob o clima de festa em função da expectativa em torno da próxima edição, a secretária executiva do II Fórum, Waléria Külkamp Haeming, fez a leitura da Carta de Florianópolis. Waléria elogiou o trabalho da equipe do Comitê Organizador que fez a redação final do texto, e ressalvou: “Esta carta foi escrita por todos os milhares de participantes deste grandioso evento”.
 
Apresentações artísticas também foram destaque na cerimônia de encerramento, que, apesar de curta – durou pouco mais de uma hora -, foi marcada pela emoção da plateia e dos que ocuparam o lugar de honra no auditório. A orquestra e o coral do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) executaram músicas populares e clássicas no início do evento. Já o grupo de dança da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Florianópolis encerrou a cerimônia, que foi acompanhada por cerca de mil pessoas na plenária do Centrosul e transmitida ao vivo pela internet.
 
altDeclarando-se emocionada, a coordenadora do II FMEPT e reitora do IFSC, Maria Clara Kaschny Schneider, chamou para o local de honra do palco o estudante Rafael Enoch Homem Júnior, aluno do curso técnico integrado em Eletrotécnica e coordenador de organização do Grêmio Estudantil do Campus Florianópolis do IFSC. “Eu repito o que já disse na cerimônia de abertura: os alunos são a grande motivação do nosso trabalho e é para eles que realizamos este evento”, declarou a reitora.
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